Acabei de ler e recomendo o novo livro do Chris Anderson (ele é o autor de “A Cauda Longa“), Free – Grátis (O Futuro dos preços), demonstra como muitas empresas e induvíduos podem se dar oferecendo produtos grátis, o livro mudou completamente a forma que eu vejo o mercado de música e o mercado fonográfico.

Por um bom tempo considerei que o mercado musical era a mesma coisa que o mercado fonográfico e por este, estar em crise a música também estaria – estou criando uma série de 5 artigos que vão ao ar depois do carnaval, demonstrando como músicos, produtores musicais e selos podem lucrar (e muito) disponibilizando gratuitamente as suas músicas.

Esbarrei com duas notícias que personificam isso:

  • Mercado de música está em alta: Procura-se violinistas, para ganhar salário de R$10.300,00 por mês, com plano de saúde e seis semanas de férias por ano (Revista Veja São Paulo). O artista precisa ter a habilidade de executar solos durante as apresentações da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), tem duas vagas em aberto desde 2008. O que você acha de se candidatar?
  • Mercado fonográfico em baixa: EMI Records perde 1 bilhão de dólares em 2009, a gigante dos discos teve um prejuízo enorme no ano passado, esse dinheiro foi financiado (virou dívida), mas mesmo assim os investidores tiveram que tirar do bolso U$100.000,00 para evitar a falência. O CEO da empresa, Elio Leoni-Sceti, promete um novo plano de negócios para tentar reverter o resultado negativo. Será?

Você acha que a música está em crise ou é só uma indústria que está morrendo e que outro modelo mais eficiente vai vir para substituí-lo?