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Na segunda-feira (15/10) o Ean Golden (que figurou na primeira parte desta série), publicou um excelente artigo no DJtechtools – O post se chama What is the Right amount of Hard? (a tradução é algo como – “Qual é a quantidade certa de desafio), um dos pontos que ele levantou é que com a função Sync uma boa parte do fascínio que o público tem pelo DJ e o próprio DJ pela sua arte se perdeu. Como sobra mais tempo o artista deve procurar outros desafios para tornar novamente a discotecagem interessante, intrigante e “mágica” para o público.

Esse artigo tem por objetivo demonstrar que não tem nada de errado em usar o Sync, mas sim que ele deve ser o motivo para uma exploração maior de outros aspectos do universo do DJ e que com isso, você e o público possam perceber que o DJ realmente voltou a fazer algo interessante, cativante, perigoso e que exige horas de treino para um resultado sônico satisfatório.

Um dos melhores exemplos de artistas que estão criando um novo conceito é o set-up que o Tim Exile vem usando em suas apresentações – ele não se sente satisfeito em usar apenas um software, ele tem se dedicado a criar as suas próprias configurações e efeitos.

Separei 4 vídeos do Tim Exile em ação

Tim Exile – Reaktor Live Set-up:

Beardyman & Tim Exile @ Fabric:

Tim Exile and Native Instruments present “The Mouth”:

Tim Exile and Native Instruments present “The Finger”:

O que esses vídeos provam?

  • Existem sim formas alternativas e cativantes de tocar música ao vivo;
  • Qualquer software quando bem desenvolvido pode se transformar em um diferencial para o artista – no caso do Tim Exile ele usou o Reaktor 5, mas o Ableton Live e até mesmo o Traktor poderiam emular algo parecido;
  • Duas cabeças pensam melhor do que uma – fazer um projeto em parceria com alguém talentoso com certeza causa um impacto maior que uma apresentação solo – é algo como comparar a performance de uma banda com um artista no banquinho e violão;
  • Não basta usar os softwares, o diferencial é criar os seus próprios efeitos e timbres – O Tim Exile usou o Reaktor para criar o “The Mouth” e o “The Finger” – os usuários do Ableton pode usar o Max for Live para os mesmos fins;
  • Vai ser cada vez mais comum para não músicos fazer trabalhos musicais, pois a tecnologia ajuda a desenvolver essa faceta – Na apresentação do “The Mouth” a letra da música fala: “Você não precisa ser um “keynius” para ser um “genius” – “Você não precisa ser um mestre das notas para ser um gênio”.

Questões para debate:

  • Você acha que o DJ que usa o Sync apenas para tocar músicas, está se arriscando o bastante? O público percebe a diferença de um artista que toca com vinil ou com Sync?
  • Esse tipo de ferramenta não está quebrando a magia da discoteacagem?
  • O que você tem feito para se arriscar e fazer algo de novo?