Adoro 8 Bit Music, não é a toa que uma das competições de remix do selo Eletrodomesticos (organizado aqui no site – Rolling Baby / Broken Mario), teve uma música que bebe desta fonte, eu também já dediquei alguns artigos especiais sobre o assunto aqui no site:

Um pouco antes de sair de férias (fiquei fora de 5 a 25 de janeiro), conheci o trabalho do My Midi Valentine, que é formado pelo Macos Cajureiro e Tales Maia.  Eles misturam elementos orgânicos (baixo, guitarra, violão e Trompete, teclado, controlador e pads) com a música eletrônica, isso tudo com samples dos velhos video-games.

Aproveitei para fazer uma entrevista com o Tales, essa entrevista fecha uma boa sequencia de  artigos com artistas: Lucio K (rei dos mash-ups), Lucas Parisi (Orqestra de Laptops) e Jorge Brea (distribuição de selos).

Entrevista com Tales Maia do My Midi Valentine

  • Como surgiu o interesse de produzir 8 bit music?

O projeto surgiu em 2006, quando comecei a usar vst’s e percebi que alguns deles, remetiam aos barulhinhos de videogame. Daí, surgiu uma ideia de criar músicas de indie pop com esses sons. Até então, ainda não tinha contato com nemhum outro projeto, e nem a propria tag, 8 bit. Tanto que nas primeiras músicas, tem toda uma estrutura de baixo, bateria, guitarra. Isso acontece pelo fato deu ter me inspirado nas fontes que eu tinha lembrança. Que eram os cartuchos de Super Nintendo adiante. Não peguei a corrida do chip, desde o Commodoro 64, Atari e etc…

  • Quais softwares e hardwares você utiliza?

No inicio usava o Guita Pro, em seguida passei a usar o Fruity Loops, e é o que uso até hoje. De Hardware, apenas o notebook e uma placa de som externa.

  • Como você sampleia os sons de video-game?

Basicamente, eu não uso nemhum sampler. Somente vst’s ( QuadraSid, Unknow64, VlCasio, Chip32…)

Como são as apresentações ao vivo do projeto?

No início a ideia era somente produzir músicas. Depois, surgindo a necessidade de shows, passei a cantar. Soltava a programação e simplesmente cantava as músicas. Depois a ideia se tornou em tocar o maior número possível de intrumentos orgânicos, e foi aó que entrou o meu parceiro de banda, Tales Maia. Hoje fazemos o show substituindo a maior parte de programação possível, tocando baixo, guitarra, violão, trompete, teclado, controlador e pads. Revezamos os instrumentos, tentando criar um show 8-bit / orgânico.

Como é o mercado para Djs e produtores musicais em Alagoas?

No momento, ainda não temos muita consciência disso. Não fazemos parte de uma cena de Dj’s, normalmente tocamos em locais que dão espaços para show de Alt/indie rock. Fazemos parte de um coletivo que tem como uma das atividades, um selo musical. Mas tambem está crescendo na parte de produção de shows, que é o Coletivo Popfuzz ( www.popfuzz.com.br ). Nos proximos dia 04 e 05 de Fevereiro, iremos tocar em Recife e em maceió, nas edições do Grito Rock de cada ciade. Que está sendo promovido em conjunto com o Circuito Fora do Eixo, e realizado em Maceió e Arapiraca ( no estado de Alagoas ) , pelo Coletivo Popfuzz.