Fiquei muito feliz quando fui convidado para fazer parte do Projecto Jõao Gaiola, na época ele ainda estava no período embrionário, mas o conceito era ótimo – misturar música eletrônica com música brasileira tocada ao vivo.

No início o projeto era formado por:

  • Alexandre Nero (vocal – sampler);
  • César Nova (teclado/baixo);
  • Gilson Fukushima (guitarra)
  • Val Ofílio (percussão);
  • Carlos Roberto Coelho (percussão);
  • Ilan Kriger (bases eletrônicas);
  • Marvhen (VJ).

Para mim este projeto na verdade foi um retorno ao trabalho ,que eu desenvolvia com o meu selo Br 909. Nele eu e o Rafael Araujo produzimos e lançamos dezenas de músicas com vocal em português ou com influências nacionais.

O João Gaiola além de misturar as batidas de house com música ao vivo, também tinha um outro diferencial , que era o de colocar uma tela transparente na frente da banda, as imagens do VJ Marvhen eram projetadas na frente e com isso os músicos ficavam dentro do “cenário”.

A tela desta forma tem um grande apelo visual, mas infelizmente o artista fica sem muito contato com o público.

Formação atual:

O César e o Gilson saíram da banda um pouco depois dos primeiros shows, no lugar do César entrou o Alonso Figueroa fazendo o baixo diretamente de uma controladora Midi e um laptop com o Ableton Live. Como eu também usava o Ableton para tocar as bases, nós sincronizamos os dois computadores para facilitar a criação e manejo de loops de baixo.

Making Off – Era So oq Faltava (com a música – Retalhos)

Projecto João Gaiola – Summer Town

20 minutos de um dos nossos primeiros shows

Por que o João Gaiola não deu certo?

De 2006 para cá muita coisa mudou, não só na música eletrônica, mas também na cabeça do público. 3 anos depois também facilita para fazer uma análise dos erros e dos acertos.

Pontos positivos:

  • Trabalho inovador (som e vídeo);
  • Músicos excelentes e engajados no projeto.

Pontos negativos:

  • Festa na segundas-feiras (nossos eventos só aconteciam neste dia, muito por causa da agenda dos artistas);
  • Falta de foco para conquistar um público, o projeto era muito eletrônico para bandas e muito “banda” para o público da música eletrônica;
  • Quantidade de artistas: as casas noturnas não tem espaço para comportar uma banda com 6 integrantes;
  • Falta de uma divulgação fora de Curitiba;
  • Faltou criar brindes como Cds mixados, Dvds, camisetas, adesivos e etc.

Perdi um pouco o contato com os outros integrantes do João Gaiola, por isso não temos programado um retorno e muito menos um show.

Quero aproveitar o material que foi gravado (voz, baixo, guitarra, percussão e acordeon), para criar remix packs a serem disponibilizados aqui no site. Você gostaria de fazer um remix?

Tribo Brazil


Estou fechando os últimos detalhes, mas já vou adiantar em primeira mão para vocês. Em novembro vou lançar um novo projeto (de DJ set) em parceria com Rafael Araujo, Mateus B. e o Vj Jim.

No Tribo Brazil nós vamos misturar música eletrônica com música brasileira.

Mais informações: