Essa semana termina oficialmente as minhas férias, nos últimos anos foram raros os momentos que eu fiquei sem telefone e internet. Ter ficado mais de 15 dias sem essas maravilhas tecnológicas foi um recorde. Inicialmente fiquei receoso e achei bem estranho (ficava toda hora procurando o meu Iphone nos bolsos, para verificar os comentários e acessos aqui do site), mas depois de uns 5 dias consegui relaxar.

Nas poucas vezes que eu consegui acessar a internet, fiquei bem feliz com a quantidade enorme de acessos que o blog estava recebendo (em média 1.500 visitantes únicos por dia).

Resultado final da expedição

Infelizmente como as condições meteorológicas não ajudaram muito, apenas o meu pai (de uma equipe de 5 pessoas) conseguiu atingir o cume.

Nós tivemos que correr para tentar pegar uma janela de bom tempo no sábado, pois este era o único dia com pouco vento e temperatura mais amena (-30 graus).

Eu fui até 6.000 metros no acampamento chamado Cólera, para mim já foi um excelente resultado, tendo ficado bem acima do meu recorde de altitude anterior que era de 5.000 no Kilimanjaro.

Povo da montanha e Povo da Internet são iguais

Existe uma relação bem estreita entre as pessoas que querem escalar uma alta montanha e quem procura por informação na internet em um site como o dgtl.lv/clients/ilankriger/wordpress. Falo isso pois na montanha pessoas do mundo inteiro viajam, investem tempo e dinheiro com o objetivo de encontrar realização pessoal e profissional, seja por atingir (e muitas vezes ulturapassar) os seus limites seja por ter o retorno financeiro para um patrocinador. Na internet eu acredito  que mais especificamente em sites como o nosso, tem pessoas do Brasil inteiro (e muitas de fora) que procuram informações, experiências e contatos para uma realização pessoal que é a de obter sucesso e/ou também de aprender um novo hobbie relacionado com produção musical, discotecagem VJ e outras áreas abordadas.

No final das contas, todos querem descobrir como a vida pode ser bela e recompensadora.

Testando os limites

Não tenho como negar que o desconforto de subir uma alta montanha se mantém presente em quase toda a viagem, seja com dor de cabeça, insônia, perda de apetite, fadiga, dores musculares (fora os 15 dias sem banho), mas tudo é recompensado pela linda paisagem e pelo foco no objetivo maior que neste caso era de ter todo o continente americano debaixo dos seus pés.

Eu desisti de fazer o cume do sábado dia 16 (janeiro), no dia anterior metade da expedição já tinha desistido, pois o cansaço e stress já estavam em níveis alarmantes, quando me chamaram as 05:00 da manhã, para tomar café, encontrei forças para colocar mais 2 casacos vestir a bota para encarar as 9 horas que faltavam para chegar ao ponto mais alto das américas, confesso que mesmo todas as minhas forças não eram o bastante para encarar essa missão.

Caminhei por uns 15 minutos mas o frio era tão intenso que quando eu desisti e uma lágrima pulou dos meus  olhos, ela logo congelou no meu rosto, o guia me mostrou no termômetro que estava fazendo -30 graus e eu ví que ali tinha terminado a expedição para mim.

Ano que vem tem mais

Em 2011, devo voltar para tentar novamente alcançar o cume do Aconcágua, meu objetivo nos próximos anos é o de subir os “7 cumes” (o maior em cada continente): Aconcágua (6962 m), na Argentina, maior montanha da América do Sul; o Kilimanjaro (5891,8 m), na Tanzânia, África; o Elbrus (5642 m), na Rússia, Europa; o McKinley (6194 m), nos EUA (Alasca), América do Norte; o Maciço Vinson (4892 m), na Antártica; e a maior montanha do mundo, o Everest (8848 m), entre o Nepal e o Tibete, na Ásia (fonte: Wikipedia).

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