Conheci o Lucas Parisi on-line, fiquei surpreso com o trabalho dele com a Orqestra de Laptops, gostei da forma que eles compõem e experimentam possibilidades de se trabalhar com diversos computadores ao mesmo tempo.

Bem que eu queria ter tido umas aulas deste tipo na minha faculdade, e você?

Entrevista com Wilson Sukorski:

Apresentação:

Entrevista com Lucas Parisi

  • Como surgiu o coletivo “Orqestra de Laptops”?

O coletivo surgiu pela cabeça de WilsonSukorski, que vislumbrou seus alunos em sala de aula, cada um com um laptop trabalhando em fones de ouvido, cada um na sua, e teve a ideia de unir aqueles laptops em torno da mesma “peça”.

  • Quem faz parte do projeto?

Fazem parte da orquestra produtores, músicos, “geeks” e performers.

A Orqestra é formada por:

  • Wilson Sukorski;
  • Marcio Colazingari;
  • Lidia Codo;
  • Rafael Gomes;
  • Lucas Paarisi;
  • Gustavo Mamome;
  • Mario Dal Santo.

Todos envolvidos em desenvolver novas interfaces para ensaios, composição e performance ao vivo.

  • Por que o nome Orqestra?

O nome Orquestra (sem ‘u’) é uma demonstração da ruptura com a orquestra tal qual a conhecemos, com o maestro os instrumentos clássicos.

  • Como o é o set-up? (software, conexões, mixer e afins)?

Os softwares são variados, os sistemas operacionais coexistem pacificamente (windows, mac, linux), bem como sequencers. Todos são bem vindos, cada um com sua particularidade! Fica a critério do integrante da orqestra como será seu setup, geralmente está relacionado a sua maneira de executar sua parte na peça. Eu pessoalmente uso Ableton Live 8 e um trigger finger, onde nos knobs mapeio volumes de alguns canais, bem como sends, já nos pads mapeio alguns clips e bypass de fx. Uso uma m-audio usb como interface de audio e cada canal vai pra um canal da mesa com pan 100% esquerda e outro 100% direita.

  • Como são os ensaios e composições?

Os ensaios são realizados na oficina Oswald de Andrade em São Paulo, abertos ao publico, onde são obviamente ensaiadas as musicas já presentes no repertório, as vezes rola uma jam session, onde a gente improvisa livremente. Discutimos algumas coisas sobre o que precisa ser feito sobre composições em andamento, bem como o desenvolvimento de gadgets para as apresentações.

As composições são sempre organizadas de maneira temporal, ou seja, existem partituras onde cada integrante é representado por um numero, inclusive o performer. Ao longo da partitura existem indicações de onde o integrante deve fazer a sua aparição musical.

As composições são variadas, tanto no seu conceito quanto na estética; a Celestium é toda montada sobre as proporções do corpo humano, já a eTea é uma composição polirrítmica.

Quando tocamos, não existe sinc midi, cada integrante é responsável por saber e executar sua parte no momento certo.

Galeria de fotos: