Reuni 7 produtores de destaque no Brasil e no mundo, para falar com exclusividade com o dgtl.lv/clients/ilankriger/wordpress. Cada um deles vem de um background diferente, produzindo os mais variados tipos de som como: House, Techno, Progressive, Electro, Lounge, Pop, Rock e Full-on. s

Cada um desses artistas com anos de trabalho, construiu uma filosofia própria. Acredito que assimilando informações desses mestres, o trabalho de desenvolver a sua própria característica como produtor vai ser bem mais fácil.

Gostaria de agradecer as dicas preciosas que: Rafael Araújo (Nyllon), Android (Rússia), Reinaldo (Beat Gate e Swe Dagon ), Claudinho Brasil, Dudu Nahas (D-Ignition), Alonso Figueroa e Rodrigo Lengning, não tiveram medo de compartilhar com os leitores do blog.

Nesta primeira parte o artigo é sobre: “Como construir a introdução e a parte final de uma música”, espere nas próximas semanas outros 7 temas, que variam desde criação da bateria, breaks, composição, masterização e muito mais.

Como construir a introdução e a parte final de uma música

Android (Rússia)

Android Russia

Eu não faço introduções com sintetizadores ou coisa parecida, gosto de iniciar direto com o Kick e a partir da aí ir adicionando mais elementos.

Rafael Araújo (Nyllon)

Rafael Araujo (Nyllon)

Para o projeto Nyllon, introduções de 1 minuto mais ou menos. As vezes mais. A introdução de uma track é muito importante. Se a introdução não for tão criativa, o ouvinte perde o interesse em querer ouvir o resto dela. Os elementos precisam ser adicionados de forma criativa e inesperada. Sempre deixando o bass por ultimo. Ela também precisa ser facil de mixar. Se um DJ achar ela meio confusa, certamente poderá refugá-la. Faço sempre os “fills” com marcações de crash por exemplo. Assim sei que tem uma virada ali. Para o outro, cria-lo sempre de maneira que soe diferente da intro. O final sempre diferente do começo. Assim esta musica pode ser a evolução de um set de uma vibe, para outra vibe.

Beatgate

Beat Gate

Normalmente faço uma introdução e um final para nossas musicas, pois penso que uma musica é como uma historia, que tem que ter inicio meio e fim.
Existe varias formas de fazer intro para as músicas podendo ser com uma ambientação (Atmosfera,Pad,voz,) ou fazendo uma cópia de alguns elementos que irão entrar na primeira parte da musica, mas ao invés de colocar eles com o som original eu filtro e vou fazendo uma automação até a entrada dos elementos da primeira parte com efeitos que eu chamo de wush.

Claudinho Brasil

Claudinho Brasil

Penso a introdução de uma música como é a introdução de um texto, é o momento de apresentar a idéia, mas sem entregar o jogo, é uma apresentação que deixa o gostinho, que prende a atenção, que cria a expectativa do que esta por vir. Um dos grandes baratos da e-music é a relação tensão / relaxamento. A introdução pode ser encarada como uma tensão justamente pra prender a atenção para uma próxima sensação que será o relaxamento. O brake da e-music apresenta a mesma função, ambos são muito importantes.

Alonso Figueroa – E-Level

Alonso Figueroa

A introdução de uma música já demonstra como ela vai ser: full ou clean, leve ou pesada, etc. Por isso costumo colocar poucos elementos, porém essenciais para a estrutura. O final depende muito do desenvolvimento do corpo da música, contudo sempre pensando na mixagem de uma próxima.

Dudu Nahas Rodrigo Lengning

Dudu Nahas

Sempre é importante facilitar a vida do DJ, entao sempre procuro deixar sem o baixo no primeiro e ultimo minuto da música, com melodias mais suaves e bastante evoluçao de batidas, pra que fiquem nítidas as viradas.

Rodrigo Lengning

Rodrigo Lening


Para introdução de uma música eu gosto de apresentar alguns fragmentos da melodia principal em conjunto com algum fundo harmônico. Faço isso para criar um clima antes de iniciar a base da música. Geralmente deixo a introdução sem os elementos da bateria e percussão.